Cristo vive em mim

Marcos 8:33-38

“Aí Jesus chamou a multidão e os discípulos e disse:

— Se alguém quer ser meu seguidor, que esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhe. 35 Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa e por causa do evangelho terá a vida verdadeira.36 O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira? 37 Pois não há nada que poderá pagar para ter de volta essa vida. 38 Portanto, se nesta época de incredulidade e maldade alguém tiver vergonha de mim e dos meus ensinamentos, então o Filho do Homem, quando vier na glória do seu Pai com os santos anjos, também terá vergonha dessa pessoa.”

Enquanto conversava com uma pessoa sobre o texto de Marcos 8, pensei como poderia explicar o que significa viver uma vida em Cristo. But first things first, como cristã creio que quando temos um encontro com Jesus as coisas não ficam mais as mesmas, recebemos o Espírito Santo e esse nos capacita a uma nova vida.

Explico assim, imagine que você, por algum motivo, precisou receber uma nova identidade. Já assistiu filmes em que o FBI arruma uma nova identidade para quem precisa ser protegido? Pois é, imagina que você é essa pessoa que recebe tudo novo, uma identidade nova, uma genealogia nova, um lugar novo, uma história nova. Aí eles te proíbem de ter contato com qualquer pessoa ou coisa que te remeta a vida antiga, porque isso pode causar a sua morte. Quem tem que morrer é a vida antiga e não você, essa é a ideia quando alguém recebe proteção.

Com Jesus é a mesma coisa, quando morremos para nós e nascemos para ele, ou seja, quando decidimos ser seus seguidores, significa que viveremos a vida dele, morremos para o pecado e ressuscitamos para a vida. Quando recebemos sua vida, recebemos uma nova identidade, uma nova vida, uma nova filiação, a nossa vida antiga não deve exercer, ou pelo menos não deveria exercer, nenhuma influência sobre nós. Vemos isso no texto de Romanos 6:

“4Assim, quando fomos batizados, fomos sepultados com ele por termos morrido junto com ele. E isso para que, assim como Cristo foi ressuscitado pelo poder glorioso do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova. 5Pois, se fomos unidos com ele por uma morte igual à dele, assim também seremos unidos com ele por uma ressurreição igual à dele. 6Pois sabemos que a nossa velha natureza pecadora já foi morta com Cristo na cruz a fim de que o nosso eu pecador fosse morto, e assim não sejamos mais escravos do pecado. 7Pois quem morre fica livre do poder do pecado.” (grifo meu!)

Portanto, se você recebeu uma nova vida, mas vive em função da sua velha vida, algo está errado, muito errado. Devemos buscar a vida e não a morte, buscamos vida quando buscamos Jesus, buscamos a morte quando buscamos satisfazer os nossos próprios desejos. Nossa natureza não é mais o pecado, mas sim a vida, porque Cristo é quem vive em nós, então porque viver em função do eu pecador e não da aliança com Cristo?

Faça a pergunta a si mesmo, quanto tenho visitado minha velha natureza, o quanto isso tem exercido força na minha vida? Peça para que o Espírito Santo se revele a você e que na graça concedida a nós, você receba a liberdade pela qual Jesus te libertou e viva pela vida que ele te deu.

Santo? Como assim?

Uma nota sobre meus escritos, primeiro tem a ver comigo, depois reflito e reparto com vocês. Dito isso, vamos ao que realmente interessa kkkkk.

Como sempre, sou impelida a pensar num determinado tema por determinado tempo. Por que? Não sei, talvez eu seja um pouco lenta para compreender as coisas 🙂 Há umas 2 semanas, I guess, tenho refletido sobre a santidade e majestade de Deus. Li um texto que dizia que quando Moisés foi preparar o povo pra encontrar com Deus, uma das recomendações era não tocar no “pé” do monte, do contrário, seriam fuminados. Sabem o que é isso? Ser morto por não ser digno de tocar o mesmo monte que o Todo-Poderoso está? Outra passagem, e esta está em Isaías 6:1-7, diz que Isaías viu o Senhor na sala do trono e seu manto cobria toda a sala, em cima tinham 6 querubins com 6 asas cada um, onde 2 asas cobriam o rosto, 2 cobriam os pés e 2 os mantinham voando, eles cantavam “Santo, Santo, Santo é o Senhor Todo-Poderoso; a sua presença gloriosa enche o mundo inteiro”. Isaías ficou tão chocado que falou “ai de mim! Estou perdido! Pois os meus lábios são impuros. E com meus próprios olhos vi o Rei, o Senhor Todo-Poderoso!”. Depois disso, um dos Serafins tocou o lábio de Isaías com uma tenaz (uma brasa) e disse “agora que esta brasa tocou os seus lábios, as suas culpas estão tiradas, e os seus pecados estão perdoados”. Enfim, esse texto rodeou minha mente até ontem. Quando estava adorando a Deus, comecei a declarar sua santidade e me perguntar sobre a magnitude desse Deus e como era possível termos acesso a algo tão grande e poderoso. Nessa momento de adoração e oração e contrição, tive uma visão (pelo menos é assim que chamo quando uma imagem me aparece do nada na mente).

Enquanto imaginava essa sala do trono, com o Deus Todo-Poderoso, com seu manto cobrindo todo aquele espaço físico, vi uma quantidade de sangue que escorria do trono e se espalhava pela sala. Era muito sangue porque o chão ficou todo vermelho. Perguntei pra Deus o que aquilo significava e o que escutei (chamo assim quando a resposta pra minha pergunta aparece em minha mente) foi: “Esse é o sangue do cordeiro, Jesus, o sacrifício vivo, com seu sangue aqueles que foram lavados recebem o mesmo benefício que Isaías teve quando foi tocado pela tenaz, ou seja, “as suas culpas estão tiradas, e os seus pecados estão perdoados”. Jesus, que está sentado a direita de Deus nos recebe através do seu sangue. Não tem outra maneira. Isso nos possibilita cantar com os anjos “SANTO, SANTO, SANTO É O SENHOR TODO-PODEROSO”.

Me arrepia! O Deus do monte Sinai desceu e conviveu entre nós, temos acesso ao Pai através do seu sangue, sangue que nos identifica, sangue que nos limpa e que nos dá um novo começo, uma nova vida, um novo espírito.