Mulher: Flor X Espada

Tenho aprendido muito sobre a mulher, sua origem, verdades abafadas pelo pecado. Especialmente com essa “briga” entre sexos, feminismo versus machismo, onde estamos realmente nesse questão toda? Quem somos de verdade?

De imediato posso dizer que somos flor, mas somos também espada. Jaja você entenderá.

De acordo com a origem, o verbo utilizado na criação da mulher significa “construir de acordo com um propósito”.

Primeira coisa muito importante, foi DEUS quem identificou que não era bom que o homem vivesse só (Genesis 2:18). O homem não tinha percebido e nem tinha observado os “casais” de animais. Temos a tendência de dar uma conotação sexual na decisão de Deus criar a mulher e quando fazemos isso reduzimos e MUITO seu papel. Não fomos criadas para um propósito sexual, embora o sexo faça parte. O comando de ser frutífero, multiplicar e subjugar a terra foi dado aos dois, homem e mulher, colocando assim a importância dos dois com mesmo peso e medida (Genesis 1:27-31). Cada um com seu papel! Mulher não é homem e se entendermos nosso chamado espiritual, essa besteira de competição vai por água a baixo. Não tem melhor ou pior, mais ou menos importante.

No hebraico o “estar sozinho”simboliza desordem e Deus identificou que de alguma forma havia uma “desordem” no fato do homem estar sozinho.

Mas vamos a FLOR e a ESPADA. A palavra utilizada para descrever a mulher é Ézer Kenegdo (ajudadora idônea), a primeira significa AJUDA e a outra, OPOSIÇÃO. Mais ou menos assim, no caso do homem ser JUSTO e ABENÇOADO, ela ajuda/apoia, se ele é FRACO e INJUSTO, ela se opõe. Talvez devêssemos entender qual o papel do homem para julgar o que é ser justo/injusto ou fraco e resumindo o homem foi chamado a lembrar e obedecer as instruções de Deus, expressar adoração no que faz (trabalho). A mulher é aquela que o ajuda nessa missão de lembrar para que ele possa obedecer, cria um ambiente seguro para que ele possa expressar a adoração onde quer que esteja ou no que quer que faça.

Como Flor é aquela que lembra e o apoia a exercer seu chamado diante de Deus.

Como Espada se opõe, traça limites para que ele volte e desenvolva seu chamado de acordo com o que Deus propôs pra ele.

Ser uma mulher que apenas fala “sim, senhor” para seu marido não o ajuda em sua missão. Ajuda e oposição estão diretamente ligados ao seu propósito de ser aquela que “foi construída com um propósito”. Somos fortes por natureza, protegemos por natureza, somos guerreiras por natureza, uma natureza que Deus, nosso criador nos deu.

Leia provérbios 31 e identifique-se naquela mulher, uma mulher que descreve essas qualidades que falei acima, ela não é utópica. Ela trabalha, cuida para que tudo esteja em ordem (no sentido literal), não deixa faltar nada, etc etc etc

Somos resgatadas por Jesus, redimidas em seu sangue, tire os entulhos que atrapalha enxergar quem você realmente é diante de Deus.

No próximo post vou descrever algumas distorções que o pecado trouxe na queda e que tem feito a mulher usar de forma equivocada o dom que Deus deu.

Referências: Gênesis 1:27-31; Gênesis 2:18; Provérbio 31.

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Minha Identidade – Mulher

Muitas coisas começam a fazer sentido, imagina um turbilhão de pensamentos passando pela minha cabeça. Não consigo ordena-los, mas vou tentar fazer por partes.

Segundo um doutor em hebraico, entendemos equivocadamente o motivo pelo qual Deus criou a mulher. Lendo sobre isso, muitos textos começam a fazer sentido e a palavra suporte ou ajudadora não me soa mais como subserviente. Segundo Dr Moen, o papel da mulher não é o de companheira doméstica, assistente ou ainda “vice” em trabalhos públicos. Quando Deus criou a mulher, Ele a designou como guardiã do homem para que este se mantivesse firme e fiel a Deus. Mais ou menos assim: Adão guardaria o jardim e Eva guardaria Adão.

Com esse entendimento fica fácil ver porque a serpente enganou Eva e esta decidiu comer do fruto. Aquela que deveria guardar/guiar Adão para uma obediência a Deus, ignorou seu papel de o AJUDAR e o SUPORTAR a permanecer firme e fiel a Deus e o direcionou a desobedecer a orientação do Criador.

Daí pra frente, vemos tanto mulheres que desempenham seu papel original, descrita em Provérbios 31. Uma mulher ativa, sábia, que tanto no seu trabalho diário (seja dentro ou fora de casa), como no seu lar é respeitada, valorizada e amada. Por outro lado vemos mulheres que levam seus maridos, filhos e quem está ao redor a ruína, porque exercem uma influência negativa e contrária a sua designação, sendo manipuladora e controladora. (2 Crônicas 22:3; Provérbios 7:1; 5)

Quando nascemos de novo, Jesus restaura quem somos e isso é lindo! Podemos ser a mulher de Provérbios 31 e a mulher planejada por Deus no Éden.

Que o Pai nos ajude a sermos mulheres/esposas GUARDIÃS, levando maridos, filhos e os que nos rodeiam a permanecer firmes e fiéis a Deus.

Vou escrever mais sobre isso, aguardem! ❤

TEXTOS:

 “Então o Senhor Deus declarou: “Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda”.” Gênesis 2:18

“Uma esposa exemplar; feliz quem a encontrar! É muito mais valiosa que os rubis.
Seu marido tem plena confiança nela e nunca lhe falta coisa alguma.” Provérbios 31:10-11

“Meu filho, obedeça às minhas palavras e no íntimo guarde os meus mandamentos.” Provérbios 7:1

 “eles o manterão afastado da mulher imoral, da mulher leviana e suas palavras sedutoras.” Provérbios 7:5

 “Ele também andou nos caminhos da família de Acabe, pois sua mãe lhe dava maus conselhos.” 2 Crônicas 22:3

 

 

Deus abençoa a escolha de Rute

Resumindo grossamente, Rute é uma moabita que ficou viúva e mesmo sem perspectiva escolheu ficar com sua sogra e seu povo, ou seja, Rute escolheu ser estrangeira entre o povo de Deus.

Muitas coisas aprendo com a história de Rute, mas quero destacar um tema principal que está no capítulo 2 do livro com mesmo nome. A Proatividade e excelência de Rute.

Por um lado a sogra que até mudou o nome de Noemi para Mara, que quer dizer Amarga, do outro Rute que ao invés de se amargurar e lamentar foi em busca de trabalho, já que todos os homens da família haviam morrido. Assim ela foi recolher espigas.

Não era o melhor trabalho do mundo, aliás na minha cabeça seria o pior porque trabalhar o dia todo debaixo do sol não deve ser moleza, mesmo assim Rute o executou com garra e excelência. Como sei disso? Veja o versículo 7 do capítulo 2: “Ela me pediu que a deixasse recolher e juntar espigas entre os feixes, após os ceifeiros. Ela chegou cedo e está em pé até agora. Só sentou-se um pouco no abrigo”.” 

A excelência e garra de Rute despertou o interesse de Boaz (dono da terra e mais tarde ela vem a saber que ele era seu resgatador) que resultou em favor/bênção. Vejo isso no versículo 8-9 do capítulo 2:  Disse então Boaz a Rute: “Ouça bem, minha filha, não vá colher noutra lavoura, nem se afaste daqui. Fique com minhas servas. Preste atenção onde os homens estão ceifando, e vá atrás das moças que vão colher. Darei ordem aos rapazes para que não toquem em você. Quando tiver sede, beba da água dos potes que os rapazes encheram”.” 

A atitude de Rute me mostra algumas coisas:

  1. Nossa condição, não necessariamente dita nosso futuro. Ser fiel traz bênção e não maldição. Ela ficou viúva, sem perspectivas, poderia ter voltado para seu povo e sua terra, mas ainda assim escolheu cuidar de sua sogra e estar com o povo de Deus. “Rute, porém, respondeu: “Não insistas comigo que te deixe e que não mais te acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus!” Rute 1:16 
  2. Mesmo em meio a dificuldades, ficar parado não é uma boa escolha. Nosso movimento nos aproxima da bênção de Deus. “Rute, a moabita, disse a Noemi: “Vou recolher espigas no campo daquele que me permitir”.Rute 2:2
  3. Quando temos a motivação correta, Deus coloca pessoas no nosso caminho que acabam sendo portas abertas. “Então ela foi e começou a recolher espigas atrás dos ceifeiros. Casualmente entrou justo na parte da plantação que pertencia a Boaz, que era do clã de Elimeleque.” Rute 2:3
  4. A excelência traz o favor de Deus e das pessoas. “Boaz respondeu: “Contaram-me tudo o que você tem feito por sua sogra, depois que você perdeu o seu marido: como deixou seu pai, sua mãe e sua terra natal para viver com um povo que você não conhecia bem. O SENHOR retribua a você o que você tem feito! Que seja ricamente recompensada pelo SENHOR, o Deus de Israel, sob cujas asas você veio buscar refúgio!”” Rute 2:11-12 

Termino dizendo a mim mesma: “não fique parada lamentando tudo o que dá errado na vida, seja proativa, se movimente porque Deus se movimentará e abrirá portas e trará favor.”

 

20 Anos de Casado

No dia 4 de outubro de 2016, eu e meu marido completamos 20 anos de casados, eu disse 20 anos!!!!
Nesses anos, enquanto andávamos pelo caminho, aprendi muitas coisas, dentre elas as básicas, como ser mãe, esposa e eu mesma!
Quem nos conhece há tempos, pode nos olhar com desconfiança porque a trajetória de fato não foi fácil, mas os que nos conheceram nos dias atuais podem nos olhar quase que com olhar de contos de fadas rsrsrs Nem um e nem outro, acredite!
Mas nesse processo chamado 20 anos, enquanto muitas vezes achava que Deus tinha puxado meu tapete, aprendi que no silêncio e na resiliência o Pai chega mais perto. Em muitos momentos, mesmo desconfiando de mim mesma e do amor de Deus, fiz o que Ele me pedia e minha recompensa veio. Me encontrei com o Amor do Pai nesse processo e isso me permitiu amar meu marido e a mim mesma além de mim.
Descobri que tudo o que fez e faz parte do meu casamento me treinou para ser quem sou hoje e sabe que eu gosto muito!
Posso falar sobre a precocidade da maternidade, ensinar que para tudo tem seu tempo, apressar só nos faz correr ao invés de caminhar. Hoje Deus me afirma como mãe exemplar, não porque não erro, mas pq sei onde buscar socorro e aprendi que as alianças que fizemos com Deus são reais.
Com as dificuldades e falta de responsabilidade financeira aprendemos que 2+2 são 4 e que se tivemos algo quando não podíamos, hoje que podemos talvez seja tempo de não ter.
Com a quebra da confiança aprendemos a conversar, a nos vulnerabilizar e a reconstruir.
Aprendi sobre generosidade porque meu marido é um exemplo, em tempos em que ele tinha ou mesmo quando não tinha nada a oferecer.
Nessa caminhada toda, nesses 20 anos, nos tornamos outras pessoas, porque encontramos em Deus o amor e a satisfação que buscávamos um no outro. Entendemos quem cada um era. Entendi que para meu marido ser bem sucedido ele precisa de afirmação, encorajamento, admiração, apoio e o reconhecimento da pessoa maravilhosa que Deus projetou. São tantas qualidades!
Aprendi a enxerga-lo sem rótulos e a ama-lo “profeticamente”, de acordo com o que o Pai vê nele.
Vinte anos é muito tempo e ao mesmo tempo, pouco tempo porque queremos viver mais uns par de 20.
Queremos envelhecer como casal, sabendo que somos relevantes e que de alguma forma nossa história inspira outros. Histórias cheia de sucessos e de fracassos.
Nós celebramos essa data e nos renovamos com o compromisso de buscar em Deus a peça que encaixa perfeitamente no quebra cabeça que é viver um relacionamento familiar.
Amo vc amor.
Ro

Sobre Mulheres

Sou uma pessoa bem reflexiva e no que diz respeito a alguns assuntos, sou mais ainda. Talvez porque me incomoda a mentalidade que pensamos não ter, mas que temos!

Escutei numa palestra que nosso cérebro é como um iceberg, onde o consciente é aquela parte pequenina e o subconsciente a parte grandona, escondida. O fato é que muitas vezes agimos e reagimos de acordo com a parte escondida. E quanta coisa há ali hein! Normalmente nossas ações dizem aquilo que a gente acha que NÃO pensa.

Quem me conhece sabe que um dos temas que me incomoda é “mulher”, me incomoda tanto que já disse que deveria ter nascido de cueca e não calcinha kkkkkk Isso não tem nada a ver com um desejo oculto de ser homem, mas com um desejo de ser ouvida e ser “relevante” como um homem. Me incomoda mais porque, como igreja, agimos para reforçar como há desigualdade entre homens e mulheres, falamos que pensamos ser iguais, mas agimos de forma contrária. Temos discursos que “provam” essa desigualdade, reafirmamos a maldição de Eva: “…. você vai querer agradar seu marido, mas ele governará você”(Gênesis 2:16b) Ou seja, tratamos a mulher como uma categoria secundária. Mulher é ouvida de faz de conta, pensamos que mulher é boa apenas na cozinha e com crianças. Mas peraí, em Jesus todas essas maldições e toda a separação não foram colocadas na cruz????? A resposta é sim e deveríamos viver como pessoas livres que manifestam o que Jesus nos trouxe. Afinal, Paulo disse que não havia mais categoria escravo/livre, homem/mulher. Isso nos coloca em igualdade.

Como igreja deveríamos ser exemplo para a sociedade de como tratar uma mulher, exemplo de como não subjugar, exemplo de como utilizar o que ela tem que COMPLETA o homem.

Uma chave sem fechadura não tem utilidade, ou pelo menos não se obtém o que ela foi criada para, seu papel não será completo sem a fechadura. O mesmo serve para o homem, ele nunca obterá seu máximo sozinho, ele precisa, se quiser ser o máximo, do que a mulher tem a oferecer (e não to falando sobre cozinha, crianças e lavar cuecas). Homem precisa da visão sensível da mulher, precisa da sua habilidade de pensar e fazer várias coisas ao mesmo tempo, precisa da sua sabedoria, do seu desprendimento, da sua reflexão, entre outras qualidades.

Homens, vocês não tomam melhores decisões e nem são melhores porque são focados. Mulheres, não somos melhores ou temos melhores soluções porque pensamos em mil coisas ao mesmo tempo. Somos iguais e contribuímos quando trabalhamos juntos!

Igreja, vamos acordar e ser o reflexo de Jesus na terra e ser de fato algo em que a sociedade possa se inspirar!

Textos que me inspiraram essa manhã: (os grifos são meus)

“O mesmo vale para vocês, esposas: sejam boas esposas, cada uma para o seu marido, atentas às necessidades deles. Há maridos que, mesmo indiferentes à Palavra de Deus, poderão ser cativados pela vida da beleza santa de vocês. O que importa não é a aparência exterior — o estilo do cabelo, as joias, o corte da roupa —, mas sim sua atitude interior.

Cultivem a beleza interior, do tipo gracioso e gentil que agrada a Deus. As mulheres santas de antigamente eram lindas na presença de Deus desse modo e eram boas e leais aos maridos. Sara, por exemplo, tratava Abraão como “meu querido marido”. Vocês serão verdadeiras filhas de Sara se fizerem o mesmo, sem ansiedade e sem acanhamento

O mesmo vale para vocês, maridos: sejam bons maridos, cada um para a sua esposa. Não deixem de honrá-las nem de se alegrar com elas. Sendo mulheres, elas não têm alguns dos privilégios de vocês. Mas na nova vida sob a graça de Deus vocês são iguais. Portanto, tratem a esposa iguais a vocês, para que suas orações não sejam daquelas que nem passam do teto.” (1Pedro 3:4-7 A Mensagem)

“Fico feliz por saber que vocês continuam a se lembrar de mim e a me honrar, guardando as tradições da fé que ensinei. Toda autoridade verdadeira vem de Cristo. 

No relacionamento conjugal, existe autoridade da parte de Cristo para o marido e da parte do marido para a esposa. A autoridade de Cristo é a autoridade de Deus. Qualquer homem que fala com Deus ou sobre Deus sem respeito pela autoridade de Cristo está desonrando o Senhor. E a esposa que fala com Deus sem respeito para com a autoridade do marido está desonrando seu marido. Pior ainda, está desonrando a si mesma — uma cena lamentável. É como se estivesse com a cabeça rapada. Essa é a origem do costume de a mulher cobrir a cabeça no culto, enquanto o homem tira o chapéu. Com esses atos simbólicos, homens e mulheres, que muitas vezes batem de frente um como outro, submetem sua “cabeça” ao Cabeça: Deus.

A propósito, não valorizem demais as diferenças entre homem e mulher. Nem o homem nem a mulher podem caminhar sozinhos ou reivindicar prioridade. ” (1Coríntios 11:1-10 A Mensagem)