Minha visão sobre a África

Escrevi esse texto em 2012 e postei em outro blog que eu tinha, acho que vale a pena a releitura.

Já viajei para alguns países, mas nenhum se compara a esta para Moçambique e África do Sul. Embora os meus olhos tenham brilhado mais em Moçambique, incluo a África do Sul pelo contraste que uma fronteira pode causar. De um lado a modernidade, a limpeza, a organização e a sensação de civilidade urbana enquanto de outro a cultura primitiva, a precariedade, as lembranças de uma guerra civil, a falta do que entendemos como básico.

No que se refere à região de Moçambique que visitei incluindo Inhambane, Maxixe e redondezas posso dividir em duas partes, pois conheci pessoas de ambos os lados. De um lado pessoas que moram na cidade e de outro famílias que vivem nas vilas (comparado aos bairros). A cidade embora pequena é mais parecido com o que conhecemos por cidade, com bancos, lojas, restaurantes, feiras livres, ambulantes, casas de alvenaria, hotéis. Enquanto nas vilas a realidade é outra, afastado do asfalto, casas construídas de materiais naturais, cobertas por sapê, sem saneamento básico, sem água, luz. Nesses lugares cozinha e banheiro são tão primitivos!

Embora a língua oficial seja o português, existem inúmeros dialetos que são falados mais do que o português, então as pessoas que frequentam a escola e que vivem na cidade falam o português, mas o pessoal das vilas na sua maioria fala o dialeto local. E nessa parte encontrei o primeiro encantamento, porque mesmo com toda a dificuldade, falta de recursos e tudo mais, muita gente fala mais do que um idioma, normalmente é o português, inglês e vários outros dialetos. Adolescentes dão muito valor ao estudo, mesmo que o futuro não lhes dê muitas oportunidades. Pais valorizam a educação das crianças no que se refere a comportamento e isso foi outro encantamento, crianças extremamente educadas.

E como não poderia ser diferente, conheci a alegria daquele povo onde tudo vira música e dança. Aguardávamos na ponte o nosso taxi boat para atravessar a baia, quando chega uma turma de aproximadamente 8 pessoas e começam a cantar e dançar pra nós com uma alegria contagiante. Nos juntamos a eles e cantamos até o barco chegar. Que experiência!

Também tive a oportunidade de conhecer o oceano Índico, ficamos numa cabana no que eles chamam de Resort. Que lugar maravilhoso, uma beleza natural incrível, onde baleias e golfinhos dão um show perto da costa.

Achei que seria um problema em termos de alimentação, mas acabei me impressionando com as comidas que em muito se assemelha a nossa e inclui arroz, batata frita, frango assado, carne de panela e etc. O tempero é um pouco mais forte e faz lembrar comida feita em fogão à lenha. Algumas carnes são diferentes, mas nada que assuste:)

Na África do Sul, especificamente Malelani, Nelspruit e Johanesburg destaco pontos turísticos como Kruger Park, local que fizemos o safari (Malelani), Estádios da Copa de 2010 em Nelspruit e Soccer City em Johanesburg e por fim o Lion Park em Johanesburg onde é possível ter contato físico com filhotes de leões, alimentar girafa. Infelizmente não conheci o museu do Apartheid, pois não tivemos tempo suficiente, mas fica a dica!

Como disse, foi uma das viagens mais incríveis que fiz, saí de lá com amigos, com o coração alegre pela oportunidade de amar ainda mais a Criação, incluindo homens e natureza!

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